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  • Frank Vaganeť
  • Frank Vaganeť

    (BE)

     

    O estilo pessoal de Frank Vaganée parte de influências tão cruciais como Charlie Parker, Ornette Coleman e Lennie Tristano, entre outros que estudou aprofundadamente. Destacado solista do dinâmico panorama jazzístico belga, há muito vem sendo reconhecido como uma das suas principais figuras: em 1991 foi nomeado pela imprensa o talento de jazz mais importante da Bélgica; em 1993 ganhou o CERA Jeugd en Muziek Prijs; em 1994, o Prix Nicolas d’Or com a Brussels Jazz Orchestra; em 2001 o Django d’Or; mais recentemente, em 2011, recebeu uma importante distinção da sua cidade natal, Mechelen.
     
    Vaganée nasceu em 1966, e aos 20 anos o seu nome era já associado a numerosos projectos que liderava, e para os quais compunha e escrevia arranjos. Rapidamente estendeu a sua actividade aos grandes ensembles, colaborando como saxofonista com a orquestra de jazz da rádio e televisão flamenga (BRT) e representando a Bélgica na big band da União Europeia de Radiodifusão. Mas o projecto que mais visibilidade tem conquistado a nível internacional foi aquele que criou em 1993, juntamente com Serge Plume e Marc Godfroid, após a extinção da BRT. Com o objectivo de criar novas oportunidades aos instrumentistas, arranjadores e compositores, surgiu assim a Brussels Jazz Orchestra, com a direcção artística de Vaganée.
     
    O trabalho de Frank Vaganée no âmbito da composição e dos arranjos para orquestra de jazz tem estado intimamente ligado ao percurso da BJO. A obra multifacetada da orquestra é um reflexo dos múltiplos interesses musicais do seu líder: ora colabora com emblemáticos compositores belgas como Bert Joris, Michel Herr ou Philip Catherine, ora se junta a lendas internacionais como Dave Liebman, Phil Woods, Kenny Weeler, Maria Schneider, Richard Galliano ou Kenny Werner, para citar apenas alguns. O álbum da orquestra que permite ter uma noção mais clara dos caminhos por onde se move a composição de Vaganée é Countermove, de 2006, totalmente dedicado às suas obras para big band. Ali se ouve o swing extasiante de Mr. Iron, Stone, Wood and I, que se desconstrói como uma suite através de diferentes paisagens rítmicas, a reformulação de sonoridades evocativas de Count Basie com The Blues Goose, ou ainda a leveza sob o signo da bossa de Seasoned.
     
    Estes são apenas alguns exemplos de uma música que se deixa conquistar pelas linhas melódicas ricas, deixadas na partitura pela pena do compositor e criadas pelos solistas com base em grelhas harmónicas bem sugestivas.
     
    Um sinal bem claro da importância do trabalho de Frank Vaganée, a sua BJO foi já considerada a melhor big band europeia pelos críticos da revista Down Beat. Em 2011, interpretou a música de Ludovic Bource para o filme mudo francês O Artista, nomeadamente as partes para big band. O sucesso do filme foi acompanhado pela ampla celebração da banda sonora, que conquistou vários prémios entre os quais o Óscar da Academia.