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  • Julian ArgŁelles
  • Julian ArgŁelles

    (GB)

     

    A música de Julian Arguëlles é uma autêntica digressão pelos estilos e texturas mais diversos, partindo do jazz e incorporando frequentemente elementos da música pop e de dança ou das músicas do mundo. A sofisticação é o traço mais distintivo das suas composições, marcadas não só pelo lirismo como também pelas mais inesperadas inflexões melódicas. Tornou-se uma das figuras-chave do jazz britânico das últimas décadas, tanto no formato de pequena banda como em orquestras, ou ainda em gravações a solo em que cria paisagens sonoras inusitadas com sobreposições de variados instrumentos de sopro.

     

    Vem de longe a ligação de Julian Argüelles aos grandes ensembles. Aos catorze anos partiu em digressão com a Big Band da Comunidade Europeia e em 1985 integrou os Loose Tubes, formação britânica hoje lendária, com a qual permaneceria durante quatro anos. Ao longo dos anos pudemos ouvi-lo em orquestras dirigidas por figuras lendárias: com Carla Bley, gravou dois álbuns nos anos 90, e tem tocado também nas big bands de Kenny Wheeler e Django Bates. Mais recentemente integrou a hr-Bigband da Rádio de Frankfurt, formação de topo do jazz europeu com a qual editou o álbum Momenta em 2009. Este disco era integralmente preenchido com composições suas antigas e novas, duas delas criadas especialmente para o projecto, e nele torna-se clara a vocação de Arguëlles para os territórios inexplorados, numa abordagem à big band que nada tem de convencional. Mais recentemente, dirigiu a mesma orquestra num projecto com arranjos seus sobre música pop dos anos 90, e num disco de repertório assinado por grandes músicos sul-africanos. A enorme originalidade e forte personalidade de Julian Argüelles enquanto compositor tem sido pretexto para encomendas também de outros agrupamentos como a NDR Big Band (Hamburgo), o Apollo Saxophone Quartet, o Fontanella Recorder Consort e a Scottish National Jazz Orchestra.

     

    O primeiro trabalho discográfico do saxofonista surgiu em 1990, em quarteto, e foi um sinal importante de que se estava perante um músico de excepção, mais não fosse por contar com o pianista consagrado John Taylor. Desde cedo, também, passou a ser presença assídua nos palcos do nosso país, participando no primeiro disco a solo de Mário Laginha, em 1994, e colaborando com este de forma recorrente. A partir de 1995, e durante três anos consecutivos, todos os CDs de Argüelles foram eleiros “CD do Ano” pela publicação Independent On Sunday.

     

    Para além de tocar com figuras destacadas do panorama internacional como  Tim Berne, Hermeto Pascoal, Steve Swallow, John Abercrombie, Dave Holland, Dave Liebman, Jim Black, Peter Erskine e John  Taylor, Julian Argüelles procura manter uma actividade intensa como professor: ensina na Royal Academy of Music e no Trinity College of Music em Londres, e no Royal Northern College of Music em Manchester. O seu Octeto é actualmente Ensemble em Residência na Universidade de York.

     

    Com a sua música, Julian Arguëlles procura essencialmente transmitir emoções, seja através de música complexa ou simples, brilhante ou obscura, cumprindo sempre a tradição do jazz, que se traduz pela procura incessante da inovação.