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  • Ohad Talmor
  • Ohad Talmor

    (CH/US)
     
    O compositor Ohad Talmor é um recorrente colaborador da Orquestra Jazz de Matosinhos, e é provavelmente o autor que mais pontes lança neste ciclo transatlântico. Filho de pais israelitas criado na Suíça, estudou em Genebra e depois em Nova Iorque, onde se fixou em 1995, vindo mais recentemente a naturalizar-se norte-americano. Mas mais do que os percursos geográficos, é a música de Talmor que revela um artista verdadeiramente multifacetado. Não só compõe e toca em projectos diferentes na área do jazz, como escreve também música para intérpretes de música clássica como Martha Argerich, Banda Sinfónica de São Paulo ou o austríaco Spring String Quartet. Compôs um Concerto para piano e bateria e duas orquestras, estreado em 2010 pela Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Jazz de Matosinhos, Jason Moran e Dan Weiss.
     
    Elogiado pela sua capacidade para escrever música simultaneamente lírica e complexa, tanto quanto imprevisível, Ohad Talmor tem sido requisitado para colaborações significativas como arranjador e compositor. Com o lendário Lee Konitz, co-liderou três projectos que o trouxeram para a ribalta: o Lee Konitz New Nonet, o Konitz-Talmor String Project e a Konitz-Talmor Big Band (com a OJM). Tem tocado com figuras de topo do jazz contemporâneo como Steve Swallow, Jason Moran, Joshua Redman, Fred Hersh, Kurt Rosenwinkel, Chris Cheek, Dave Douglas, Carla Bley, Joe Lovano, Chris Potter, Billy Hart e muitos outros. A sua música pode ainda ser ouvida nas estantes de orquestras como a Big Band de Lausanne,a Orquestra SoundScape do Brasil, os Brecker Brothers ou a Brussels Jazz Orchestra.
     
    O seu projecto em nome próprio é Newsreel, um grupo flexível que reflecte as muitas faces da sua identidade musical. A mais significativa é talvez o vínculo à linguagem musical da fase final de John Coltrane, em que os laços com a tradição são tão fortes quanto os impulsos na direcção do free jazz. A música de Talmor será assim uma sofisticada e rara derivação destas ideias estilísticas, porque mantém o culto das complexidades arquitecturais harmónicas e da herança blues que outros puseram de lado para se focarem num desenvolvimento melódico e rítmico mais livre. O que mais surpreende é que, ainda assim, em nenhum momento a criatividade melódica fica a perder, já que é precisamente a qualidade que mais sobressai nos seus solos improvisados.
     
    São muitos os projectos alternativos de Ohad Talmor, como por exemplo o ensemble Mass Transformation, em que cinco músicos de jazz e um quarteto de cordas reformulam obras como a Oitava Sinfonia de Bruckner. Sejam quais forem os territórios musicais por onde queira circular, Ohad Talmor constrói as suas pontes e vemo-lo a atravessá-las com a segurança de quem não reconhece quaisquer fronteiras impeditivas para se fazer boa música.